Puma prevê resultados menores para 2011

O gigante alemão do vestuário e calçado desportivo Puma prevê que os seus resultados líquidos de 2011 sejam prejudicados pelo aumento das matérias-primas e dos salários nos países onde concentra a maior parte da sua produção.

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Apesar destes aumentos de custos implicarem também um aumento dos preços de venda do terceiro maior fabricante mundial de artigos desportivos, depois da Nike e da Adidas, os mesmos não serão suficientes para acomodar a alta de preços que se tem observado na sua cadeia de fornecimento. Em resultado disso, as margens da empresa serão mais diminutas e não crescerão em linha com o aumento das vendas.

Para Jochen Zeitz, presidente-executivo da Puma, o grupo que dirige não poderá fugir ao aumento dos preços dos seus produtos em 2012 e, provavelmente, terá que o fazer já este ano. Os rivais da Puma, a Adidas e a Nike, já anunciaram que irão proceder ao aumento da sua tabela de preços face aos sucessivos aumentos das matérias-primas, como é o caso do algodão.

Em termos de previsões de crescimento, a Puma planeja ver as suas margens crescerem apenas cerca de 5% em 2011 e em 2012, face a um aumento de cerca de 8% nas suas vendas.

Estas previsões comparam com um crescimento de 10,6% do volume de negócios registado em 2010 e um crescimento de 154% nos resultados líquidos. Os lucros de 2010 ficaram nos 202 milhões de euros.

Para alguns analistas, os resultados da Puma são “moderados” e as previsões são piores do que o esperado, pois a empresa decidiu investir mais na sua marca própria.

O grupo, que patrocina o homem mais rápido do mundo, Usain Bolt, decidiu manter a remuneração dos seus acionistas nos níveis do ano passado (1,80 euros) contra uma expectativa de crescimento para os 3,11 euros.

Jochen Zeitz, que esteve ao leme da empresa alemã nos últimos 18 anos, irá abandonar o dia-a-dia da Puma para assumir um cargo corporativo no Grupo PPR, que detém a marca. O papel do executivo da Puma deverá ser o de desenvolver uma estratégia de aquisições de marcas desportivas para a PPR. Uma área que, após os resultados obtidos com a Puma, parece ser estratégica para o conglomerado francês que detém, entre outras, empresas como a Gucci.

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