Prada abre capital na Bolsa de Valores de Hong Kong

No dia 17 de junho, a marca de luxo italiana Prada abriu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong. O objetivo é levantar US$ 2,6 bilhões. Se consumidas todas as ações, a Prada se transformará no negócio de maior valor no setor, ultrapassando o grupo Loius Vuitton.

Prada
Casal proprietário da marca Prada: Miuccia Prada e Patrizio Bertelli. Foto: Corbis


A casa de moda italiana, reconhecida pelos sapatos de cores claras, botas compridas e bolsas de couro, tem os dedos cruzados para que a entrada em bolsa ocorra sem problemas, depois de diversas tentativas anteriores, incluindo uma após o 11 de Setembro de 2001 e outra em 2008, quando a crise do crédito agravou-se.

Os gestores de fundos dizem-se atraídos pelas perspectivas de crescimento da margem da Prada. A margem do seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi cerca de 26% no ano passado e deverá chegar aos 29,7% em 2012.

Os investidores também consideraram que a empresa italiana tem margem de manobra para aumentar os preços de varejo, para refletir em parte o maior custo das matérias-primas como o couro. Tem também gerido melhor as recentes rebaixas, mantendo os custos de marketing sob controle. Além da marca, a Prada detém a marca Miu Miu, destinada a compradores mais jovens, bem como o produtor de calçado Church's.

As ambições de crescimento das vendas da Prada também são atrativas, defendem os investidores. O grupo vê o crescimento da receita de cerca de 22% este ano e 19,3% em 2012. A Hermès, que goza de algumas das maiores taxas de crescimento no setor de luxo, juntamente com a Louis Vuitton, viu as vendas subirem 25,5% no primeiro trimestre, apesar da crise nuclear japonesa.

A Prada pretende abrir 80 lojas por ano nos próximos três anos, muitas na Ásia, elevando o total para 560 – um passo importante já que as margens das suas lojas operadas diretamente são cerca de 10 pontos percentuais maiores do que as geradas a partir de lojas de departamento e multimarca, segundo estimam os analistas.

Fundada em 1913, a Prada é detida 95% pela designer Miuccia Prada e seu marido Patrizio Bertelli e vai ficar controlada pelo casal. Eles planeiam colocar em bolsa cerca de 20%. A Prada pretende usar os fundos para pagar dívidas e instalar novas lojas. Cerca de 5% do capital está nas mãos do banco italiano Intesa Sanpaolo, que manterá uma pequena participação.

Copyright © 2012 Portugal Têxtil. Todos os direitos reservados.