As meninas, até pouco tempo atrás, eram criadas para serem belas, casar e formar uma família. Ponto final. Hoje, contudo, todos sabem que a mulher assumiu novos papéis na sociedade moderna. Além de esposa e mãe, é também uma profissional, amiga, empreendedora, chefe de família, entre outros. Isso significa que há novos padrões de comportamentos femininos desde a infância. As garotas de hoje já não são como antigamente. O que pensam e pelo que se interessam as meninas do nosso tempo é um desafio para muitos que lidam com esse target e, na maioria das vezes, não pertence à mesma geração que ele.Há muitas diferenças no comportamento de consumo das meninas de hoje e de antigamente. O consultor especializado em varejo, atendimento e vendas e presidente do Grupo Empresarial Triunfo, Scher Soares (São Paulo/SP), destaca que as meninas de antigamente não escolhiam e pouco opinavam na escolha dos próprios produtos de consumo. “Não tínhamos esta liberdade de escolha, pois as mães já compravam, quer a filha gostasse ou não. A produção do que vestir e calcar era feita pelas mães. Não havia tanto acesso à moda, internet, rede sociais etc. A variedade de lojas no passado era menor do que nos dias de hoje. Não era uma infância tão voltado para o consumo como está atualmente”, comenta.
Hoje, segundo ele, a variedade das lojas é muito grande, as crianças são mais desinibidas e têm opinião própria, são consumistas porque são influenciadas pela mídia e são estimuladas pelos pais a comprarem a maioria das coisas que gostam.
O comportamento de consumo, por sua vez, está cada vez mais fiel para aquele tipo de loja onde se percebe que a vendedora não se põe numa posição de simplesmente vendedora. Soares frisa que o atendimento apreciado é aquele que é de igual para igual, quando a vendedora se porta como uma consultora e demonstra autoridade de conhecimento sobre o que vende e os serviços que oferece. “É aquela que entende que seu papel é muito maior do que vender, pois ela tem que estudar o perfil de seus clientes, entendê-los, decifrá-los, descobrir suas reais necessidades de compra, o que está por trás dele (consumismo, carência, necessidade, doença, etc) e explorar este momento da maneira mais sutil possível”, ensina.
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