Para a quinta edição, realizada nos dia 04, 05 e 06 de outubro, foram convidados o estilista Phillip Lim, a figurinista e stylist Ariane Phillips e a gerente de acessórios Cécile Coulot, e os brasileiros Alexandre Herchcovitch e Glória Kalil, entre outros.
O evento foi transmitido ao vivo - durante os três dias - pelo site da Renner para quem estava fora de São Paulo ou não pode comparecer.
Foi Cécile Coulot, gerente de coleções de acessórios da Lanvin, quem abriu o evento contando rapidamente como a grife francesa surgiu há mais de 120 anos pelas mãos de Jeanne Lanvin e como hoje é comandada pelo israelense Alber Elbaz, diretor criativo. E já no início de sua palestra confirmou a vinda da grife para São Paulo.
Cécile acompanha desde o surgimento da primeira ideia para uma peça até a escolha daquelas que vão parar no desfile da grife - Foto:Reprodução |
Tratando especificamente dos acessórios da Lanvin, que incluem bolsas, cintos, jóias, sapatos, luvas e óculos, Cécile contou que tem apenas 5 semanas para criar as novas coleções, que seguem sempre a temática do prêt-à-porter desenvolvido por Elbaz e farão parte dos looks desfilados pela grife na Semana de Moda de Paris.
Entre os acessórios, Cécile frisou a importância de alguns produtos icônicos que estão presentes no portfólio da Lanvin em todas as estações, como as sapatilhas e as jóias feitas à mão.
"A parte mais importante de se criar um acessório é manter nele a identidade tanto da coleção para a qual se destina quanto da marca em si. Você precisa saber que é a Lanvin só de olhar", disse Cécile.
Cécile Coulot é responsável pela criação de todos os acessórios feitos por uma equipe de estilo formada por sete pessoas - Foto: Reprodução |
Ela também apontou a importância dos acessórios para a sustentação da marca atualmente: "Representam 50% da vendas da Lanvin, ou seja, temos um papel muito importante no resultado final".
A recente parceria com a H&M também foi mencionada pela francesa, que contou como foi trabalhar com a gigante do fast fashion e as diferenças de se produzir em larga escala (qualidade versus quantidade).
Por fim, Cécile descreveu o espírito da Lanvin e de suas consumidoras, que de acordo com ela é livre, divertido e pouco conservador, sem deixar as tradições de lado. Tais característas talvez sejam o motivo da Lanvin estar há tantas décadas na listas das grifes mais desejadas do planeta.