São Paulo é a chave para a Hermès expandir sua presença na América Latina

A maison Hermès, um dos ícones da elegância francesa, mira no mercado brasileiro em crescimento e, particularmente em São Paulo, a metrópole do país, para expandir sua presença na América Latina, declarou o vice-presidente do grupo, Patrick Albaladejo, em entrevista à Agencia France Press.

Rodeado por bolsas Kelly, a mítica bolsa da maison, produtos em couro, louça e jóias, o sr. Albaladejo recebeu a AFP na única loja Hermès do Brasil, instalada no Shopping Cidade Jardim, no Morumbi, bairro de classe alta. "São Paulo é uma cidade com um potencial muito forte. Temos a firme intenção de abrir uma segunda loja", nos próximos dois ou três anos, afirmou.

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O ‘foco’ do famoso fabricante de lenços de seda para seu crescimento na América Latina é o México e o Brasil. “Nossos projetos de abertura estão concentrados nesses dois países. São países muito grandes, em termos de população e de recursos, países ricos que têm um forte desenvolvimento e grande estabilidade", sublinhou o vice-presidente.

A Hermès tem oito lojas e franquias na América Latina: quatro no México, uma em Buenos Aires, uma no Panamá e outra em São Paulo, a capital brasileira do luxo.

Desde a abertura da primeira loja em São Paulo, em 2009, as vendas subiram mais de 30%, considerou o vice-presidente. Com uma segunda loja, a Hermès deverá consolidar sua posição no mercado do luxo brasileiro, cujo crescimento está estimado em 33% este ano, equivalendo a US$ 12 milhões, de acordo com o consultor privado MCF.

O Brasil, onde se contabiliza 4,8 milhões de ricos, tornou-se o segundo mercado continental do luxo, atrás dos Estados Unidos. E São Paulo representa 75% do consumo do setor.

O sr. Albaladejo lamentou as taxas elevadas que pesam sobre os produtos importados mas isso não impede a marca de querer progredir no mercado brasileiro e por toda a região.

“O fato dos produtos serem duas vezes mais caros do que na França, gera impacto nas compras”, mas países como o Brasil, o México e os da América do Sul serão “motores de crescimento” pontificou.

“Eles ainda não são porque têm uma rede de distribuição e um volume de negócios ainda pequeno. Mas este potencial pode ser uma retransmissão de crescimento muito apreciável', comentou.

O dirigente executivo, contudo, afastou qualquer possibilidade de vir a produzir no gigante sulamericano, ainda que a sua famosa seda venha do Estado do Paraná, no Sul do Brasil.

Apesar da crise, a maison Hermès registrará em 2011 as melhores vendas da sua história, apoiadas por uma sólida demanda mundial.

“Hermès vai bem!” comemorou Patrick Thomas, gerente de selaria, comentando as vendas do terceiro trimestre. Em 2011, “bateremos os números de 2010 que foram de 2,4 milhões de euros”, declarou à AFP.

“A procura pelos nossos produtos continua se desenvolvendo igualmente nos mercados emergentes como nos mercados maduros, graças as novas criações como os novos modelos de bolsas Lindy e Jypsière”, e explicou que a grife registrou um aumento de suas vendas na Europa em 18,5% e 19,5% na a América do Norte e do Sul, referente ao terceiro trimestre.

Por Anella Reta

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