Bravo: Brasileiros deram show!
Carla Schmitzberger contou o sucesso mundial das Havaianas, Oskar Metsavaht mostrou o quanto a moda pode ser sustentável, Rony Rodrigues causou polêmica com o tema Millennial e Nizan Guanaes defendeu a tese que brasileiro gosta de luxo. Foi um show que encantou a todos e, em especial, a anfitriã Suzy Menkes.
Oskar Metsavaht, da Osklen, compartilhou a ideia do novo luxo com a sustentabilidade,contou como funciona sua e-fabrics, explicando o projeto pelo qual prima por tecidos e materiais cuja origem e processo de produção respeitem critérios de comércio justo e de desenvolvimento sustentável, mostrou as novas alternativas sustentáveis como a seda orgânica, já produzida no sul do país, e todo o processo sustentável para a utilização da pele de peixe para a fabricação de suas peças. Foi realmente um luxo sua apresentação!
Carla Schmitzberger contou a história da marca que completará 50 anos em junho de 2012 e já vendeu 204 milhões de pares.E como ela passou de produto consumido pelo público D-E para sandálias flip flop usadas e desejadas por todas as classes. O reposicionamento da marca em 2005 mostrou que, com energia, design, style, conforto e valor, é possível alcançar a universalidade. Atualmente com uma variedade de produtos e 95 modelos, as Havaianas são vendidas em 80 países sendo que a Austrália é o segundo na lista dos consumidores. E o modelo Havaianas Brazil é top de venda na Europa. Ao final da palestra, alertou que na sacola entregue a todos, tinha uma pen drive no formato Havaianas com a mesma borracha, proporções e detalhes das originais. Quase que instintivamente, as pessoas procuraram seu “mimo” deixando claro o fascínio exercido pelas sandálias mais famosas do mundo. E Carla foi duplamente aplaudida!
Rony Rodrigues, fundador da Box 1824, começou mostrando um vídeo incrível sobre os ‘millennials’, a nova geração de consumidores que têm como palavra de ordem a precisão. O tema da sua palestra foi a nova geração que não descarta o luxo mas valoriza o consumo consciente. As marcas devem deixar o consumo desenfreado de lado e investir em exclusividade. Rony afirmou que o consumo é o novo colesterol e que “o menos é mais”, que os ‘millennials’ dão valor à experiência, desejam fazer parte de um sistema e que a partir de agora as marcas de luxo terão que acompanhar esse movimento. "Em 10 anos, ter 200 pares de sapatos no armário não terá nenhum glamour" e "a nova geração valoriza muito mais o processo do que o produto final". Tema polêmico mas que rendeu muitos aplausos.
Todos sabemos que Nizan Guanaes é um marqueteiro de primeira e provou ao dizer que odeia powerpoint mas que tinha feito um; pois quem usa o powerpoint geralmente não tem ‘power’, e nem ‘point’ e arrancou aplausos e risos da plateia Disse que o brasileiro ama o 'muito' (we love MUITO), e que o luxo no Brasil é sempre comparado ao valor de uma bolsa e que com ele $ seria possível alimentar várias famílias. Que o sonho está no luxo e os brasileiros querem sonhar, e parodiando Joãosinho Trinta disse que intelectual gosta de miséria mas o pobre gosta mesmo é de luxo. E apesar do progresso o Brasil ainda tem muitos desafios, como criar marcas globais com uma mentalidade nacional.
Carlos Miele, estilista que veste celebridades internacionais, comentou sobre sua loja em Nova York, como o design e a arquitetura o influenciam e os próximos passos da grife que incluí a criação de um núcleo voltado somente às celebridades e a transferência de parte da sua produção para a China, já que não consegue atender a demanda internacional produzindo no Brasil. A linha atelier vai continuar a ser feita aqui, porém a mais barata terá que ser produzida na Ásia. “A localização de Nova York é mais fácil que Europa porque é América, até o fuso horário é mais fácil entre os escritórios de lá e aqui”, finaliza Miele.
Alexandre Herchcovitch, falou que não liga quando no exterior dizem que o Brasil é só carnaval e futebol, pois ele sabe que somos muito mais do que isso. E que não vê problemas em popularizar ou tornar acessível sua marca com a extensão de produtos, pois se sente seguro no que faz. Também falou sobre a necessidade da vitrine internacional: “Nossas fashion weeks não têm o poder de trazer as pessoas para cá como os compradores e a imprensa, por isso desfilo lá fora".
Pedro Lourenço, jovem estilista, disse que sempre soube que iria desfilar em Paris, já que a moda está no seu sangue, faz parte do seu DNA e que cresceu dentro deste mundo. por isso prefere residir lá. “Sempre vi Paris como o centro da moda. E com a internet montei uma rede de contatos. Todos olham para a cidade, vêem os desfiles e compram lá". Ele reclamou dos altos preços dos produtos de luxo no Brasil por serem consequência dos altos impostos cobrados pelo governo e lamentou a falta de desenvolvimento da indústria têxtil para a moda nacional.
Márcia Lencioni
![]() “Estamos com um projeto Carbon free e apoiando uma cooperativa nas favelas do Rio" - Foto:Getty Images |
Oskar Metsavaht, da Osklen, compartilhou a ideia do novo luxo com a sustentabilidade,contou como funciona sua e-fabrics, explicando o projeto pelo qual prima por tecidos e materiais cuja origem e processo de produção respeitem critérios de comércio justo e de desenvolvimento sustentável, mostrou as novas alternativas sustentáveis como a seda orgânica, já produzida no sul do país, e todo o processo sustentável para a utilização da pele de peixe para a fabricação de suas peças. Foi realmente um luxo sua apresentação!
![]() Carla Schmitzberger, presidente da Alpargatas - Foto:Getty Images |
Carla Schmitzberger contou a história da marca que completará 50 anos em junho de 2012 e já vendeu 204 milhões de pares.E como ela passou de produto consumido pelo público D-E para sandálias flip flop usadas e desejadas por todas as classes. O reposicionamento da marca em 2005 mostrou que, com energia, design, style, conforto e valor, é possível alcançar a universalidade. Atualmente com uma variedade de produtos e 95 modelos, as Havaianas são vendidas em 80 países sendo que a Austrália é o segundo na lista dos consumidores. E o modelo Havaianas Brazil é top de venda na Europa. Ao final da palestra, alertou que na sacola entregue a todos, tinha uma pen drive no formato Havaianas com a mesma borracha, proporções e detalhes das originais. Quase que instintivamente, as pessoas procuraram seu “mimo” deixando claro o fascínio exercido pelas sandálias mais famosas do mundo. E Carla foi duplamente aplaudida!
![]() O tema foi a nova geração que não descarta o luxo mas valoriza o consumo consciente - Foto:Getty Images |
Rony Rodrigues, fundador da Box 1824, começou mostrando um vídeo incrível sobre os ‘millennials’, a nova geração de consumidores que têm como palavra de ordem a precisão. O tema da sua palestra foi a nova geração que não descarta o luxo mas valoriza o consumo consciente. As marcas devem deixar o consumo desenfreado de lado e investir em exclusividade. Rony afirmou que o consumo é o novo colesterol e que “o menos é mais”, que os ‘millennials’ dão valor à experiência, desejam fazer parte de um sistema e que a partir de agora as marcas de luxo terão que acompanhar esse movimento. "Em 10 anos, ter 200 pares de sapatos no armário não terá nenhum glamour" e "a nova geração valoriza muito mais o processo do que o produto final". Tema polêmico mas que rendeu muitos aplausos.
![]() O publicitário milionário afirmou que brasileiro gosta de luxo - Foto:Getty Images |
Todos sabemos que Nizan Guanaes é um marqueteiro de primeira e provou ao dizer que odeia powerpoint mas que tinha feito um; pois quem usa o powerpoint geralmente não tem ‘power’, e nem ‘point’ e arrancou aplausos e risos da plateia Disse que o brasileiro ama o 'muito' (we love MUITO), e que o luxo no Brasil é sempre comparado ao valor de uma bolsa e que com ele $ seria possível alimentar várias famílias. Que o sonho está no luxo e os brasileiros querem sonhar, e parodiando Joãosinho Trinta disse que intelectual gosta de miséria mas o pobre gosta mesmo é de luxo. E apesar do progresso o Brasil ainda tem muitos desafios, como criar marcas globais com uma mentalidade nacional.
![]() Carlos Miele, Alexandre Herchcovitch e Pedro Lourenço falaram da relação Brasil com o mundo, uma vez que todos exportam suas criações - Foto:Getty |
Carlos Miele, estilista que veste celebridades internacionais, comentou sobre sua loja em Nova York, como o design e a arquitetura o influenciam e os próximos passos da grife que incluí a criação de um núcleo voltado somente às celebridades e a transferência de parte da sua produção para a China, já que não consegue atender a demanda internacional produzindo no Brasil. A linha atelier vai continuar a ser feita aqui, porém a mais barata terá que ser produzida na Ásia. “A localização de Nova York é mais fácil que Europa porque é América, até o fuso horário é mais fácil entre os escritórios de lá e aqui”, finaliza Miele.
Alexandre Herchcovitch, falou que não liga quando no exterior dizem que o Brasil é só carnaval e futebol, pois ele sabe que somos muito mais do que isso. E que não vê problemas em popularizar ou tornar acessível sua marca com a extensão de produtos, pois se sente seguro no que faz. Também falou sobre a necessidade da vitrine internacional: “Nossas fashion weeks não têm o poder de trazer as pessoas para cá como os compradores e a imprensa, por isso desfilo lá fora".
Pedro Lourenço, jovem estilista, disse que sempre soube que iria desfilar em Paris, já que a moda está no seu sangue, faz parte do seu DNA e que cresceu dentro deste mundo. por isso prefere residir lá. “Sempre vi Paris como o centro da moda. E com a internet montei uma rede de contatos. Todos olham para a cidade, vêem os desfiles e compram lá". Ele reclamou dos altos preços dos produtos de luxo no Brasil por serem consequência dos altos impostos cobrados pelo governo e lamentou a falta de desenvolvimento da indústria têxtil para a moda nacional.
Márcia Lencioni
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