Photo AFP |
"LVMH declarou em 15 de Dezembro de 2011, ter aumentado, indiretamente através das empresas que controla, o limite de 15% dos direitos de voto da sociedade Hermès International e deter, indiretamente, 23.518.942 ações Hermès internacional, representando 22,28% do capital e 16,00% dos direitos de voto desta empresa", de acordo com o comunicado da Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF).
“Esta passagem de limite resulta de uma redução do número total de direitos de voto da sociedade Hermès Internacional”, afirma a AMF, que diz ter recebido a declaração de LVMH em 19 de dezembro.
O grupo do multimilionário Bernard Arnault indicou “tencionar prosseguir, se for o caso, a compra das ações Hermès Internacional, em função das circunstâncias e a situação do mercado”, de acordo com o comunicação da Bolsa.
LVMH entrou por surpresa no capital Hermès no ano passado. Tinha anunciado em 23 de outubro de 2010, que detinha 17% das ações adquiridas por meio de instrumentos financeiros complexos (equity swaps). Seguidamente tinha elevado a sua participação em 21,4%. Hermès, uma maison familiar, reagiu de maneira exagerada e exigiu a partida do grupo LVMH do capital. Em vão.
LVMH explicou que o seu investimento tinha “um carácter estratégico e de longo termo”, mas que não tencionava “tomar o controlo Hermès Internacional ou depositar uma oferta pública de compra”, de acordo com o comunicado da AMF.
LVMH informou à AMF deter um contrato de troca de fluxos financeiros sobre ações “equity swaps”, equivalente a 205.997 ações Hermès, para troca de médio termo (início do período do desenlace em 4 de Abril de 2014).
De fato, a família Hermès, que detém mais de 72% do capital da empresa, criou oficialmente em meados de dezembro uma holding anti LVMH na qual imobilizou por 20 anos 50,2% do capital, com direito de preferência sobre 12,3% suplementares. Só um acionista familiar não entrou na holding, Nicolas Puech, que detém 6%.