LVMH continua aumentando sua parte na Hermès

O número um mundial do luxo LVMH aumentou sua participação na Hermès e agora detém 22,28% do capital, contra 21,4% anteriormente, indicou o AMF, terça-feira, 20 de Dezembro, enquanto Hermès, na semana passada, montou uma holding familiar para se proteger do apetite voraz do grupo LVMH.

LVMH, Hermès
Photo AFP


"LVMH declarou em 15 de Dezembro de 2011, ter aumentado, indiretamente através das empresas que controla, o limite de 15% dos direitos de voto da sociedade Hermès International e deter, indiretamente, 23.518.942 ações Hermès internacional, representando 22,28% do capital e 16,00% dos direitos de voto desta empresa", de acordo com o comunicado da Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF).

“Esta passagem de limite resulta de uma redução do número total de direitos de voto da sociedade Hermès Internacional”, afirma a AMF, que diz ter recebido a declaração de LVMH em 19 de dezembro.

O grupo do multimilionário Bernard Arnault indicou “tencionar prosseguir, se for o caso, a compra das ações Hermès Internacional, em função das circunstâncias e a situação do mercado”, de acordo com o comunicação da Bolsa.

LVMH entrou por surpresa no capital Hermès no ano passado. Tinha anunciado em 23 de outubro de 2010, que detinha 17% das ações adquiridas por meio de instrumentos financeiros complexos (equity swaps). Seguidamente tinha elevado a sua participação em 21,4%. Hermès, uma maison familiar, reagiu de maneira exagerada e exigiu a partida do grupo LVMH do capital. Em vão.

LVMH explicou que o seu investimento tinha “um carácter estratégico e de longo termo”, mas que não tencionava “tomar o controlo Hermès Internacional ou depositar uma oferta pública de compra”, de acordo com o comunicado da AMF.

LVMH informou à AMF deter um contrato de troca de fluxos financeiros sobre ações “equity swaps”, equivalente a 205.997 ações Hermès, para troca de médio termo (início do período do desenlace em 4 de Abril de 2014).

De fato, a família Hermès, que detém mais de 72% do capital da empresa, criou oficialmente em meados de dezembro uma holding anti LVMH na qual imobilizou por 20 anos 50,2% do capital, com direito de preferência sobre 12,3% suplementares. Só um acionista familiar não entrou na holding, Nicolas Puech, que detém 6%.

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