Fashion Rio realiza coletiva em local bucólico

Em coletiva realizada na Casa Firjan, no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, Paulo Borges desmentiu o fim do evento Rio-à-Porter. "Gosto de olhar o futuro, e vejo que estamos vivendo um momento histórico no Brasil e no Rio de Janeiro. Teremos Copa do Mundo, Olimpíadas, e diversos outros eventos internacionais acontecendo no mês de julho. Por isso, a necessidade de organizar e planejar as semanas de moda. A informação de que o Rio-à-Porter seria extinto não saiu de mim ou da organização do evento".


Paulo Borges falou da possibilidade de existir a temporada de alto verão, em 2013 - Foto: Ricardo Matsukawa - Terra

Borges explicou que a propensão é de surgir, a partir de 2013, a temporada de alto verão, que aconteceria no fim de agosto e no começo de setembro. "Teremos a convergência e o crescimento da temporada de inverno em um único fashion show, dois eventos de verão e um de alto verão".

Ele explicou ainda que essas mudanças se dão por um necessidade do mercado e do consumidor. "Nenhum consumidor procura uma roupa de primavera. Isso é coisa nossa, mas que vai sumir com o tempo. Há 30 anos me pergunto porque começamos janeiro com liquidação de verão e, justamente nessa época, o preço deveria ser cheio. Ao criarmos a nova temporada, entre agosto e semtembro, conseguiremos organizar o mercado, melhorar os preços e acabar com liquidação de verão em janeiro. Ainda não é fato consumado, mas é uma grande tendência e, provavelmente, a próxima temporada já será em maio", contou.

Quando questionado sobre o futuro retorno do esquema "oficial", Borges comentou que acredita que não acontecerá, pois voltar às temporadas de Inverno e Verão só aconteceria caso o mercado não se adaptasse.

A 20ª edição do Fashion Rio, que acontece no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, tem como tema "Sou Rio: Essa Bossa Nossa", unindo arte, música, design e moda. "Essa edição é uma somatória das edições passadas. A Bossa Nova foi um movimento nacional que vendeu um estilo de vida, que vai ser sempre um ar de modernidade. Foi tão forte, que influenciou a imagem, que podemos ver nas capas de disco, e até a maneira de se vestir. A moda envelhece. A roupa envelhece e temos que fazer outra; não queremos que a moda ganhe a mesma internacionalização da Bossa Nova", disse Paulo Borges.

O presidente da Firjan lembrou que 25% da mão-de-obra carioca vem das atividades criativas, que empregam 900 mil pessoas apenas no Rio de Janeiro e ajuda o país a crescer.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Aguinaldo Diniz
Filho, lembrou que o mercado brasileiro escapou de duas crises econômicas, em 2008 e 2011, justamente pela força deste mercado criativo, que tanto depende do mundo da moda para colaborar com a geração de empregos. "A moda e a indústria são irmãs siamesas que garantem o crescimento e a satisfação do povo brasileiro", afirmou.

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