Ronaldo Fraga: "somos um bando de ignorantes" sobre a Amazônia
Em dezembro de 2011, Ronaldo Fraga resolveu pular a edição de inverno 2013 do São Paulo Fashion Week e, para comunicar a decisão, escreveu uma carta com a delicadeza e poesia de sempre. De todas as frases escritas naquele e-mail, uma, logo a primeira do texto, foi inesquecível e ainda pairava sobre o desfile do estilista de verão 2013. "Foi só um respiro, como toda marca precisa fazer", esclareceu ele, que pretendia tirar um tempo para 'pensar moda'.
"Pensei que é urgente esse desafio do setor, que está na berlinda. O setor precisa sobre uma decisão, um posicionamento sobre um jeito de fazer moda que não cabe mais do jeito que estamos fazendo até aqui", opinou o estilista, que, durante esse 'respiro', arrumou as malas tendo o sudeste do Pará como destino e, de lá, criou a coleção desfilada ontem, tendo Gaby Amarantos, Fernanda Takai, Washington Olivetto, Edgard Piccoli e Marina de la Riva sentados na primeira fila.
"Sempre que eu queria começar esse projeto na Amazônia, chegava a época de fazer um desfile em São Paulo e eu o parava. No início do ano, decidi que eu iria para lá, nem que eu precisasse fazer um desfile por ano ou a cada dois anos. Mas não quero abrir mão do que mais me emociona na moda: a viagem e a pesquisa", explicou.
E a viagem rendeu incríveis frutos, desde colares com sementes da floresta a peças em linho iluminadas por lâmpadas de LED, através da mesma técnica que os figurinos de Gaby Amarantos adoram. "A cultura paraense não se esgota e tem o oxigênio que o nosso tempo precisa. Não só o oxigênio da floresta, mas essa cultura oxigenante, com culinária e história tão sofisticada", elogiou Ronaldo, que não acha que o 'Pará está na moda'.
"Quando me dizem isso, eu respondo: 'depende, a Gaby, por exemplo, já tem 20 anos de carreira. Nós somos um bando de ignorantes, na verdade. Ficamos aqui fechados com relação ao que acontece no Norte. E essa sempre foi a relação do Brasil com a Amazônia", completou.
Em tempo: a 'pausa' ainda permitiu que Ronaldo finalizasse o livro Caderno de Roupas, Memórias e Croquis, que deve ser lançado em Belo Horizonte ainda em julho e em São Paulo, em agosto.
![]() Ronaldo Fraga se inspirou na Amazônia para a coleção - Foto: Juliana Knobel/FFW |
"Pensei que é urgente esse desafio do setor, que está na berlinda. O setor precisa sobre uma decisão, um posicionamento sobre um jeito de fazer moda que não cabe mais do jeito que estamos fazendo até aqui", opinou o estilista, que, durante esse 'respiro', arrumou as malas tendo o sudeste do Pará como destino e, de lá, criou a coleção desfilada ontem, tendo Gaby Amarantos, Fernanda Takai, Washington Olivetto, Edgard Piccoli e Marina de la Riva sentados na primeira fila.
"Sempre que eu queria começar esse projeto na Amazônia, chegava a época de fazer um desfile em São Paulo e eu o parava. No início do ano, decidi que eu iria para lá, nem que eu precisasse fazer um desfile por ano ou a cada dois anos. Mas não quero abrir mão do que mais me emociona na moda: a viagem e a pesquisa", explicou.
E a viagem rendeu incríveis frutos, desde colares com sementes da floresta a peças em linho iluminadas por lâmpadas de LED, através da mesma técnica que os figurinos de Gaby Amarantos adoram. "A cultura paraense não se esgota e tem o oxigênio que o nosso tempo precisa. Não só o oxigênio da floresta, mas essa cultura oxigenante, com culinária e história tão sofisticada", elogiou Ronaldo, que não acha que o 'Pará está na moda'.
"Quando me dizem isso, eu respondo: 'depende, a Gaby, por exemplo, já tem 20 anos de carreira. Nós somos um bando de ignorantes, na verdade. Ficamos aqui fechados com relação ao que acontece no Norte. E essa sempre foi a relação do Brasil com a Amazônia", completou.
Em tempo: a 'pausa' ainda permitiu que Ronaldo finalizasse o livro Caderno de Roupas, Memórias e Croquis, que deve ser lançado em Belo Horizonte ainda em julho e em São Paulo, em agosto.
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