Galliano ganha o primeiro round contra a Dior

Após sua demissão da empresa Christian Dior, o estilista questionou esta decisão na Justiça do Trabalho. Além da invalidação de sua demissão, o antigo diretor artístico da Dior entrou com o pedido de indenização por perdas e danos pela "demissão sem causa real e séria", explicou sua advogada, Dra Chantal Giraud-van Gaver, recusando, no entanto, especificar o montante da compensação.

Expulso da grife Dior em 2011 por ter dito ofensas de caráter antissemita, John Galliano foi condenado em 2011 pela justiça francesa a uma multa de 6.000 euros depois de ter sido considerado culpado de comportamento antissemita.

Com 52 anos de idade, ele então justificou sua atitude por conta do vício em drogas e álcool. John Galliano estava sob o efeito de um "triplo vício" no momento dos fatos, disse a Reuters a Dra Chantal Giraud-van Gaver, enfatizando que a demissão de um empregado por conta de seu estado de saúde é proibida na França.

As empresas Dior e John Galliano não podiam demiti-lo por este motivo, acrescentou ela.
O advogado da Dior levantou, segunda-feira, a falta de competência da Justiça do Trabalho, considerando que John Galliano não era um empregado da Dior, apontou ela, julgando este argumento "um absurdo".
A audiência se desenrolou em torno desta questão processual. Por fim, a Justiça do Trabalho se declarou competente, acrescentou ela.

A Dior tem, daqui em diante, 15 dias para eventualmente solicitar a uma Corte de Apelação a deliberação, por sua vez, sobre a competência da Justiça do Trabalho.

Por este tipo de processo ser bastante longo, pode-se esperar chegar, segundo a advogada de Galliano, a uma resolução antes de outubro ou novembro próximo.

Jean-Paul Leroy (em colaboração com a Reuters)

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