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01-10-2009
Ex-Rosa Chá, Amir Slama vai lançar linha popular

Trabalho é o que não falta à nova e boa fase da carreira de Amir Slama. O estilista, que se desligou completamente da grife criada por ele, a Rosa Chá, em junho deste ano, define o atual momento como bem especial. E não é à toa. Vai lançar uma marca com seu nome, assinar uma coleção de roupas e uma de decoração, organizar um salão de moda, ser sócio de um novo clube.


Amir Slama em boa fase


Sobre a parceria com a C&A, pouco pode falar por conta do contrato. Já o trabalho com uma rede de homewear é mais misterioso ainda. Só deixa claro que se trata de uma linha acessível aos bolsos dos comuns mortais.

Para saber mais sobre os projetos de Slama, as tendências para o verão 2010 e o que tem a dizer sobre a Rosa Chá, confira abaixo a entrevista que concedeu ao Terra.

Terra - O que já pode falar sobre a parceria com a C&A?
Amir Slama - A coleção, com 65 itens de beachwear para os públicos feminino e masculino, será lançada em dezembro deste ano. Foi extremamente gostosa de fazer e tive muita liberdade.

Por falar em coleção para o próximo verão, o que vai estar na moda?
Sinto uma força grande no sutiã tomara-que-caia. Também tem a questão das calcinhas mais retas e baixas, que se ajustam de um jeito mais confortável. Sobre as cores, as neutras têm força grande e as cítricas são muito importantes. O laranja e o verde-limão traduzem a energia do verão.

Outro de seus projetos é lançar uma marca própria, que levará seu nome. Qual é a diferença entre a nova grife e a Rosa Chá?
É a questão de conceito. Dentro da Rosa Chá, criei um conceito de moda que não tinha no Brasil. Estou construindo e repensando uma série de conceitos. Não estou trabalhando com uma referencia só. Não quero fazer o que já fiz e estou exercitando a questão de modelagem, matéria-prima, aviamentos.

Quando pretende lançar a marca Amir Slama?
Em maio do ano que vem abro as lojas com produtos da minha coleção de verão 2010/2011. Pretendo fazer um lançamento simultâneo - no Rio de Janeiro e em São Paulo, a princípio - e no mercado externo, como Nova York e Paris. Estou pesquisando.

Acredita que os clientes da Rosa Chá a trocarão por sua marca?
Não penso em troca. Eu acho que tenho um público que conhece meu trabalho e que o acompanha há bastante tempo. O público da minha marca é quem procura moda como forma de expressar-se.

Você está organizando com Duda Ferreira o 1º Salão CasaModa, que ocorrerá entre 16 e 22 de novembro, no hotel Unique, São Paulo. Como será?
Reunirá 45 marcas e estilistas, como Carlos Miele e Osklen, quatro vezes por ano. É focado para lojistas de multimarcas. Em novembro, serão apresentadas as coleções de pré-inverno, ou seja, outono. Em janeiro, durante a São Paulo Fashion Week, vai contar com as coleções de inverno apresentadas nos desfiles.

É sócio do clube Mokai, do Restaurante 3P4 e do Clube A, que inaugura no dia 23 de outubro. Por que decidiu investir nessa área?
Não participo da área administrativa, mas de coisas que têm a ver com meu universo. No Clube A e Mokai, coordeno a parte de moda, uniformes. Também vou coordenar um brunch no Clube A. O 3P4 aconteceu em agosto do ano passado, quando estava em um momento desgostoso na Rosa Chá. Foi bacana participar de outra atividade, um revival da época em que estudava, quando fui barman e garçom. No restaurante, comecei com a programação musical e já tinha feito várias coleções com referências na música, artes plásticas.

Tem mais algum projeto?
Paralelo à moda, estou desenvolvendo projetos na área de decoração. Estou na direção criativa da Trousseau (marca de artigos de cama, mesa e banho) e comecei a desenvolver agora a coleção de inverno, que deve sair em abril ou maio do ano que vem. Como trabalho na coordenação, estou repensando estamparias, texturas. Comecei também a desenvolver uma linha de decoração mais acessível com outra rede, que ainda não posso falar. Vai levar minha assinatura.

Quando saiu da Rosa Chá, já planejava isso tudo?
Não. Na verdade, fiquei durante um ano e meio um pouco fechado dentro de uma caixinha. Depois, surgiram oportunidades, coisas interessantes. Sou muito ativo e estava muito preso, não na Rosa Chá, mas na estrutura, no grupo novo. Gosto de novas possibilidades e experiências, sempre relacionadas com a moda, porque sou fruto dela.

Como define o atual momento da sua carreira?
Trabalhei durante 16 anos e agora estou organizando meus próximos 16 anos. Sinto-me jovem, mais ativo, mais produtivo, criativo. É um momento muito agradável. Não diria que o melhor, mas um momento bem especial. Tive muitos bons momentos e ainda vou ter muitos outros.

Fonte: Patricia Zwipp


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