Casa de Criadores dá mesmo espaço para masculino e feminino
Os desfiles do line-up principal da 26º edição da Casa de Criadores, que ocorreram logo após a apresentação dos estilistas do Projeto Lab, pode ser dividido entre homens e mulheres: 50 a 50. Isso porque duas grifes eram só femininas (Ianire Soraluze e Rober Dognani); duas masculinas (Der Metropol e Marcelu Ferraz); e uma para os dois sexos (Toni Jr.). Então, comecemos pelos meninos. As grifes que se apresentam na Casa de Criadores não são formais. Trazem uma roupa masculina para jovens moderninhos, que gostam de inovações. E nesta quinta-feira foram bem representadas.
Terror
A marca Der Metropol quase não desfilou. As chuvas no fim da tarde desta quinta em São Paulo deixaram o estilista Mario Francisco e a maioria de suas roupas presos no trânsito. Chegou no limite do tempo, arrumou os modelos e conseguiu fazer a apresentação inspirada em Hellraiser - Renascidos do Inferno (qualquer semelhança com o trânsito de São Paulo é mera coincidência). Para os looks do filme de terror, levou branco, vermelho, preto e cinza. O bom trabalho no moletom siliconado ou com aplicações de gesso espatulado e também siliconado vieram em jaquetas, calças e regatas. Armações vazadas vermelhas, mangas de camisas feitas com vários triângulos sobrepostos, além de bermuda e calça pregueadas e amplas, lembrando saias completaram a coleção.
Monastério
Marcelu Ferraz pegou de outro filme, O Nome da Rosa, baseado no livro de Umberto Eco, para criar as peças monásticas, das abadias da Idade Média, presentes na obra. Resultado: túnicas compridas, capuzes amplos, capas com movimento. Nas cores, do cinza-profundo ou mescla, passando por terrosos manchados, brilho e efeito tie-dye. A silhueta é confortável, com gancho saruel e outras peças mais larguinhas.
Burlesco
Tony Jr, que mostrou criou 35 looks para homens e mulheres, inspirou-se nas dançarinas burlescas, que criam suas roupas, cada uma mais exagerada que outra. Na coleção, lançou mão de rendas, brilhos, dourado, babados, vermelhos, brancos e pretos e transparências. Mas o melhor resultado ficou para os meninos, segundo ele, os acompanhantes dessas bailarinas. E isso tanto na alfaiataria, com seus paletós ajustados, quanto no street, com as calças e jaquetas mais confortáveis.
Neve
A espanhola Ianure Soraluze, há quatro anos no Brasil, levou à passarela uma coleção feminina romântica, inspirada numa foto em que uma flor vermelha estava no meio da neve. A partir desses elementos, criou referências à neve, como bolinhas aplicadas no tricô confortável, estampas arredondadas ou floridas, além de aplicações de flores. Numa sequência bem resolvida, a estilista começou o desfile pelos tons claros (off-white e branco), passando pelos escuros, cinza e preto e explodindo no vermelho da flor. Confortável, romântica e gostosa, a coleção tem cara de inverno aconchegante.
Futuro
Rober Dognani pegou também referências nos filmes de ficção científica dos anos 60 para criar as peças imaginadas para o futuro a partir daquela época. Não podiam faltar ombreiras estruturadas, algumas exageradas, tecidos laminados e transparências. Com tais elementos, fortes para o inverno 2010, criou peças estruturadas em trabalhos meio moulage, como ele gosta de fazer. O resultado final foi meio confuso, com ideias se repetindo. Mas seu recado, inclusive, com espécies de colete encouraçada e brilhante, tipo Guerra nas Estrelas, estava lá.
Rosângela Espinossi
![]() Capa ampla criada pelo estilista Marcelu Ferraz faz referência ao filme O Nome da Rosa - Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite/Divulgação |
Terror
A marca Der Metropol quase não desfilou. As chuvas no fim da tarde desta quinta em São Paulo deixaram o estilista Mario Francisco e a maioria de suas roupas presos no trânsito. Chegou no limite do tempo, arrumou os modelos e conseguiu fazer a apresentação inspirada em Hellraiser - Renascidos do Inferno (qualquer semelhança com o trânsito de São Paulo é mera coincidência). Para os looks do filme de terror, levou branco, vermelho, preto e cinza. O bom trabalho no moletom siliconado ou com aplicações de gesso espatulado e também siliconado vieram em jaquetas, calças e regatas. Armações vazadas vermelhas, mangas de camisas feitas com vários triângulos sobrepostos, além de bermuda e calça pregueadas e amplas, lembrando saias completaram a coleção.
Monastério
Marcelu Ferraz pegou de outro filme, O Nome da Rosa, baseado no livro de Umberto Eco, para criar as peças monásticas, das abadias da Idade Média, presentes na obra. Resultado: túnicas compridas, capuzes amplos, capas com movimento. Nas cores, do cinza-profundo ou mescla, passando por terrosos manchados, brilho e efeito tie-dye. A silhueta é confortável, com gancho saruel e outras peças mais larguinhas.
Burlesco
Tony Jr, que mostrou criou 35 looks para homens e mulheres, inspirou-se nas dançarinas burlescas, que criam suas roupas, cada uma mais exagerada que outra. Na coleção, lançou mão de rendas, brilhos, dourado, babados, vermelhos, brancos e pretos e transparências. Mas o melhor resultado ficou para os meninos, segundo ele, os acompanhantes dessas bailarinas. E isso tanto na alfaiataria, com seus paletós ajustados, quanto no street, com as calças e jaquetas mais confortáveis.
Neve
A espanhola Ianure Soraluze, há quatro anos no Brasil, levou à passarela uma coleção feminina romântica, inspirada numa foto em que uma flor vermelha estava no meio da neve. A partir desses elementos, criou referências à neve, como bolinhas aplicadas no tricô confortável, estampas arredondadas ou floridas, além de aplicações de flores. Numa sequência bem resolvida, a estilista começou o desfile pelos tons claros (off-white e branco), passando pelos escuros, cinza e preto e explodindo no vermelho da flor. Confortável, romântica e gostosa, a coleção tem cara de inverno aconchegante.
Futuro
Rober Dognani pegou também referências nos filmes de ficção científica dos anos 60 para criar as peças imaginadas para o futuro a partir daquela época. Não podiam faltar ombreiras estruturadas, algumas exageradas, tecidos laminados e transparências. Com tais elementos, fortes para o inverno 2010, criou peças estruturadas em trabalhos meio moulage, como ele gosta de fazer. O resultado final foi meio confuso, com ideias se repetindo. Mas seu recado, inclusive, com espécies de colete encouraçada e brilhante, tipo Guerra nas Estrelas, estava lá.
Rosângela Espinossi
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