Lacroix deve demitir 90% dos seus funcionários
O futuro da marca Christian Lacroix foi definido nesta terça-feira, quando se anunciou a decisão da corte parisiense sobre as operações da marca, sob administração judicial desde maio.
O resultado não é nada bom para o couturier francês, cuja marca tem 22 anos e é uma das mais importantes do mundo. Segundo o parecer, a grife manterá apenas as operações de licenciamento sob o nome Christian Lacroix. Os segmentos de alta-costura, prêt-à-porter e varejo serão finalizados.
Atualmente os contratos de licenciamento incluem linha de alfaitaria masculina, camisetas e malharia masculina, vestidos de noivas, écharpes e perfumes, este último que termina em 2010.
Apenas 10% do quadro de funcionários deverá permanecer na empresa. Os outros 90% serão demitidos. A maison Christian Lacroix foi fundada em 1987 com financiamento do conglomerado de marcas de luxo LVMH.
Há cerca de dois meses, o xeque Hassan Bin Al Nuaimi, do emirado de Ajman, fez proposta de compra da marca, prometendo manter todas as operações da grife e ainda ampliá-las. Ele chegou a anunciar que expandiria a marca para criação de objetos e até mesmo a decoração de palácios e jatos particulares.
O Falic Group aceitou a proposta para venda, cujo valor não foi divulgado, mas a corte francesa exigiu a apresentação de um plano de reestruturação, o que não foi feito pelo xeque.
O grupo Borletti e o Bernard Krief Consulting, especializado em comprar empresas à beira da falência, também chegaram a manifestar interesse pela marca, mas nunca apresentaram proposta formal de compra.
Portanto, só restou à corte decidir sobre a proposta da atual proprietária. De acordo com dados divulgados pela empresa, em 2008 a grife amargou prejuízos de quase US$ 14 milhões e as vendas de sua coleção prêt-à-porter caíram 35%. Em 22 anos de existência, a grife nunca deu lucro.
Em julho, o estilista desfilou sua última coleção de alta-costura em Paris, o que ficou marcado como uma apresentação-apelo. Apenas 20 looks foram mostrados pelas modelos que desfilaram de graça no museu Les Arts Decoratifs, na capital francesa. O convite para o evento foi preto e cinza.
Christian Lacroix é reconhecido pelo trabalho com cores, formas e volumes, em looks dramáticos que também vestiram figurinos de diversas obras, como óperas, balés e peças.
Michelle Achkar
![]() Desfile de Christian Lacroix outono/inverno 2009-2010 Foto: Pixel Formula |
O resultado não é nada bom para o couturier francês, cuja marca tem 22 anos e é uma das mais importantes do mundo. Segundo o parecer, a grife manterá apenas as operações de licenciamento sob o nome Christian Lacroix. Os segmentos de alta-costura, prêt-à-porter e varejo serão finalizados.
Atualmente os contratos de licenciamento incluem linha de alfaitaria masculina, camisetas e malharia masculina, vestidos de noivas, écharpes e perfumes, este último que termina em 2010.
Apenas 10% do quadro de funcionários deverá permanecer na empresa. Os outros 90% serão demitidos. A maison Christian Lacroix foi fundada em 1987 com financiamento do conglomerado de marcas de luxo LVMH.
Há cerca de dois meses, o xeque Hassan Bin Al Nuaimi, do emirado de Ajman, fez proposta de compra da marca, prometendo manter todas as operações da grife e ainda ampliá-las. Ele chegou a anunciar que expandiria a marca para criação de objetos e até mesmo a decoração de palácios e jatos particulares.
O Falic Group aceitou a proposta para venda, cujo valor não foi divulgado, mas a corte francesa exigiu a apresentação de um plano de reestruturação, o que não foi feito pelo xeque.
O grupo Borletti e o Bernard Krief Consulting, especializado em comprar empresas à beira da falência, também chegaram a manifestar interesse pela marca, mas nunca apresentaram proposta formal de compra.
Portanto, só restou à corte decidir sobre a proposta da atual proprietária. De acordo com dados divulgados pela empresa, em 2008 a grife amargou prejuízos de quase US$ 14 milhões e as vendas de sua coleção prêt-à-porter caíram 35%. Em 22 anos de existência, a grife nunca deu lucro.
Em julho, o estilista desfilou sua última coleção de alta-costura em Paris, o que ficou marcado como uma apresentação-apelo. Apenas 20 looks foram mostrados pelas modelos que desfilaram de graça no museu Les Arts Decoratifs, na capital francesa. O convite para o evento foi preto e cinza.
Christian Lacroix é reconhecido pelo trabalho com cores, formas e volumes, em looks dramáticos que também vestiram figurinos de diversas obras, como óperas, balés e peças.
Michelle Achkar
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