![]() Cosméticos da L'Oréal |
"Esta conquista vai ser uma nova etapa para a aventura da L'Oréal. É também uma formidável oportunidade de negócios para acelerar o nosso crescimento e os nossos resultados", assegurou M. Agon, que se pronunciou no dia seguinte à publicação dos resultados anuais em baixa.
Enquanto as vendas do Grupo caíram em 2009 nos mercados considerados maduros, houve um forte crescimento nos mercados emergentes, de onde deve vir a maior parte deste um bilhão de consumidores, de acordo com o Sr. Agon.
"Esta dissociação entre um crescimento espetacular em novos mercados e este resultado na Europa Ocidental e na América do Norte confirma a mudança gradual do segmento de cosméticos para novos mercados", avaliou.
A participação destes países nas vendas dos cosméticos do Grupo passou de 8% em 1990 para 33,3% em 2009, e deve chegar a 36% em 2010, e "mais de 50%" em 2020, de acordo com Agon.
"Eu estou convencido que nós estamos no limiar de uma nova fase de expansão da L'Oréal", afirmou, comparando o período atual ao anterior à queda do Muro de Berlim e à abertura de novos mercados do Grupo.
Para alcançar este objetivo, o Grupo deve contar com "um catálogo de marcas, super diversificado e super atrativo para responder a todos os desejos e necessidades dos seus clientes", estimou, informando que a L'Oréal se beneficiou da ausência de grandes concorrentes locais para conquistar o mercado destes países.
"O nosso objetivo é o de consolidar o nosso crescimento de forma modesta, mas perene nos países da Europa e da América do Norte; em paralelo, queremos investir em um crescimento forte e durável nos novos mercados", acrescentou.Neste sentido, Agon também afirmou que o Grupo continuava "aberto" às possibilidades de aquisição.
L'Oréal apresentou, na segunda-feira passada, um lucro líquido de 1,9 bilhão de euros (cerca de 5 bilhões de reais), o que representa uma queda de 3,2%.
